Como devem ter reparado não escrevi nenhum post que abordasse a questão dos 3 maiores sites nacionais dedicados à mui nobre arte do P2P terem sido encerrados por ordem judicial. A razão não se prendeu com o facto de a notícia não ser relevante, que o é, prendeu-se acima de tudo com o evitar de redundâncias perfeitamente desnecessárias.
Da mesma forma que considero um perfeito desperdício de papel o excessivo número de jornais desportivos nacionais, terei que considerar que excessivo é também o destaque que se dá a este tipo de notícia sem que nada de novo seja abordado.
Uns são contra o encerramento dos sites, o que percebo! Outros são de opinião contrária… também os percebo perfeitamente. Uns defendem a livre circulação de bytes sejam estes pertencentes a propriedade intelectual devidamente protegida ou não. Outros ainda não aprenderam a diferenciar P2P de pirataria. Uns assumem que a lei deve ser aplicada quando lhes dá jeito, outros, pura e simplesmente dão a entender que a lei mesmo quando bem aplicada, é executada por pessoas com gravíssimas lacunas formativas relativamente ao assunto sobre o qual estão a actuar.
Importante, seria talvez, abordar a questão do ponto de vista puramente lógico e dotado de algum pragmatismo que parece continuar a querer faltar a ambas as partes. Seria talvez do interesse comum conseguirmos distinguir desejo de cultura de puro oportunismo e acesso livre à informação de apropriação de propriedade alheia. Os anteriores, são conceitos que quando descritos na sua forma textual são entendidos pela grande maioria das pessoas mas que, quando nos vemos na necessidade de os aplicar no dia-a-dia, se misturam, se confundem, se anulam por questões de conveniência pessoal.
Naturalmente que o encerramento dos sites referidos milhares de vezes nos últimos dias não fará terminar a, assuma-se, exagerada circulação de conteúdos electrónicos na Internet e muito menos demoverá candidatos a supostos líderes comunitários e rebeldes sem causa a avançarem com novos e renovados conceitos de partilha, exploração da obra alheia e do desejo mais ardente por tudo o que é proibido.
Também óbvio me parece no entanto, que a mais completa ausência de acção - ou reacção - sobre algo que é por definição, ilegal, não resolve qualquer problema nem é concerteza o mundo que queremos deixar à descendência. Quanto à definição de ilegal, essa, é toda uma outra conversa.
Li tudo o que me chegou à frente e que era relativo a este assunto porque em quase todas as opiniões se encontram argumentos válidos para a manutenção de uma posição, seja ela favorável ou contrária à ordem judicial. Em todas as “vozes” se podem ouvir vontades, no entanto, é bom que se perceba que tudo, mas mesmo tudo, é apenas uma questão de negócios. Apenas o bom e velho negócio.
Não duvido dos valores morais e sentido de dever que inundaram as nossas autoridades e as obrigaram a actuar. Não estou a ironizar, não duvido mesmo! Duvido sim do que está antes e depois da autoridade.
Duvido das agências, dos agentes, das discográficas, das associações e agrupamentos de artistas, de alguns artistas, dos provedores de acesso à Internet, das medidas de prevenção deste tipo de situação, dos impostos manhosos sobre suportes multimédia, dos santinhos que não sabem que estavam a descarregar um obra protegida, dos que não sabiam que incorriam na ilegalidade por providenciar meios para a prática de pirataria, dos oportunistas, dos golpes de marketing à volta da questão, da falsa vontade de fazer o bem e melhorar o estado de coisas. Duvido acima de tudo que alguém continue a afirmar que o problema é de “comportamentos” e não “estrutural”!
Com o advento da Internet, o aumento das velocidades disponíveis aos utilizadores ditos “domésticos” e a massificação da tecnologia, assumiu-se que por exemplo para o meio artístico musical, se tinha achado finalmente o tão desejado galináceo dos ovos d’ouro. Não para os artistas mas sim para as discográficas e para os ISP.
Para as primeiras, foi a oportunidade para finalmente ficar com os 15% das vendas das lojas não redistribuindo o bem pelas aldeias. Ficando apenas no limbo, em terra-de-ninguém, mas um ninguém com NIB, denominação social e representação internacional. Os tais artistas, esses, conseguiram ver baixar ainda mais os lucros da sua obra que segundo dados oficiais do mercado norte-americano deverá rondar neste momento os 7 a 8%. As vendas afinal não cairam tanto como se anunciou e o mundo não parou.
Os ISPs, esses, sugam tudo o que podem aos clientes. Definem patamares máximos de disponibilização de tráfego e velocidades de acesso e esgotam o filão até que o mercado dê sinais de impaciência, depois, é só largar a bomba da nova velocidade que vamos logo todos a correr.
Mas para que servem os tantos gigabytes que a maioria de nós compra aos nossos fornecedores de acesso? Para ler email? Para ler as notícias ou mesmo ver os benditos vídeos nos mais de 250 sites de partilha de conteúdos vídeo? Creio muito sinceramente que não. Estou mesmo em crer que mais de 90% dos clientes utilizam esse tráfego para a transferência de ficheiros ilegais pelo cada vez mais - injustamente - mal afamado protocolo de peer-to-peer. Não tenho dados reais para a minha afirmação anterior mas os ISP têm-nos! É uma questão de lhes pedirem esses mesmos dados. Não para culpar alguém, não é realmente disso que se trata. É apenas para que não se continue a acusar os pobres vendedores de armas, carne humana e estupefacientes de possuirem os mais rentáveis negócios do planeta. Está na hora de colocar a pirataria na lista. Não esquecer no entanto que quem lucra do imenso negócio da pirataria não são só os donos de servidores do estilo daqueles que fecharam! Não só… mas também.
Tudo isto neste post porque acabei de ler numa fonte internacional que mais 4 dos grandes sites espanhóis semelhantes aos que por cá se falaram foram também encerrados. (notícia onde são mencionados 3 desses 4). Lembro que já no ano passado foram encerrados 17 sites e dada ordem de prisão a 15 administradores de sites eDonkey e BitTorrent.
O que se passou por cá só foi surpresa quem anda muito desatento!
É preciso reler, rever e ler novamente a lei que define o que é ou não legal em termos de transferência electrónica de dados. É preciso medir bem o pulso à situação e encontrar um ponto de consenso. É preciso defender os direitos de quem produz obra e os direitos inalienáveis de quem a torna comercialmente viável mas também é de absoluta necessidade formar e informar a sociedade que a consome.
É preciso no fundo definir o que é a pirataria. A cópia de uma obra ou a cópia de uma obra que tem como principal objectivo a realização de um lucro financeiro?
Boas coisas!
- PickyPirate - Para o seu desejos mais refinados de pirataria!
- Microsoft disponibiliza concertos Live Earth
- A Classificação das Universidades Portuguesas Online
- Critical Metrics - Agregador para Amantes de Música
- FaceAnalyzer - Quem vê caras vê tudo o resto!
- Twitterec - O seu gravador pessoal para o Twitter
- SendMeRSS.com - Receba os seus feeds favoritos via e-mail
- Edocr - O YouTube dos Documentos PDF?
- Wundrbar - A pesquisa do futuro?
- RealAmplify - Player personalizado e estações de rádio no seu blog!
- 23andMe - A Genética ao estilo 2.0
- Phanfare.com - uma review
- MusicTonic - Mais um a dar música…
- esnips - 5GB para partilhar tudo o que quiser!
- Startup 2.0 - Para Espanhol ver… e Português Pensar

Gostou deste post? O 2.0 Webmania é actualizado diariamente. Subscreva todos os conteúdos via feed RSS ou via email.
Você a seguir devia escrever outro opusculo pedindo a instauração da ditadura como regime político oficial.
Com a frase “peçam os dados aos isp´s” você está quase lá.
E nem vou sequer explicar de um ponto de vista jurídico porque é que este comentário é um completo disparate e a conversa dos direitos de autor que aqui está é outro disparate.
Mas sugiro-lhe que saiba que já existe um decreto lei de 2004 que aplica uma taxa sobre todos os produtos electrónicos e consumíveis destinada a combater a pirataria.
Ou seja quem tira via P2P já paga para tirar PSP.
E nem sequer me alongo mais perante esta visão totalitária e autocrática.
Sugiro-lhe também a leitura de um livrinho da área não informática chamado” As origens do totalitarismo” de Hannah Arendt.
Ajuda a explicar-lhe de onde vem as suas ideias confusas.
E bom dia.
Ou é impressão minha ou o Pedro leu tudo ao contrário. Quanto à literatura aconselhada, agradeço mas não era necessário!
O tal decreto lei de 2004 é mencionado no texto. Mais uma desatenção da sua parte. Os termos “totalitarismo”, “autocracia” e afins agora ficam bem em todas as conversas e comentários de blogues e não há iluminado que ache que é perseguido por todos os textos que não vão de encontro aos seus desejos. O conceito de liberdade de expressão de que o Pedro faz uso é aquele que exactamente o preocupa no texto mesmo que não se tenha dado ao trabalho de o ler e perceber. Correcto? Ou não?
Peço-lhe é que tente ao menos perceber que a opinião expressa no texto é exactamente a mesma que o levou a tão energicamente escrever o seu comentário. Não é o Btuga que me incomoda, acredite. É exactamente o contrário!
Em vez de lhe aconselhar um livro deixo-lhe o seguinte: Leia com a mesma atenção que parece escrever!
Cumprimentos,
Rui Costa
Sr Rui Sousa:Voltoa reiterar o que escrevi após o primeiro comentário.
O sr menciona:
“Seria talvez do interesse comum conseguirmos distinguir desejo de cultura de puro oportunismo e acesso livre à informação de apropriação de propriedade alheia. Os anteriores, são conceitos que quando descritos na sua forma textual são entendidos pela grande maioria das pessoas mas que, quando nos vemos na necessidade de os aplicar no dia-a-dia, se misturam, se confundem, se anulam por questões de conveniência pessoal.”
Pergunto-lhe: interesse comum de quem?
Não percebo o argumento do puro oportunismo.
Portanto um utilizador p2p será hipoteticamente um puro oportunista, mas a Microsoft que faz propositadamente programas e software com defeitos,que justifiquem posteriormente “ctualizações” pagas já não saberá na mesma categoria?
Explique-me o seguinte se conseguir. Quis comprar um livro escrito por um autor que me fez a lamentável desfeita de morrer há 34 anos.
Nem sei sequer se ainda está ao abrigo do regime de direitos de autor.
Acaso fosse ao único sítio que tinha o livro - Biblioteca nacional e o mandasse fotocopiar as cópias custar-me-iam aí à volta de 35 euros ou mais e não as poderia fazer todas na mesma altura. Teria que lá ir várias vezes.
Parece que é proibido fazer cópias todas na mesma altura.
Que coincidência fantástica,agora que estou a pensar.
É o mesmo fenómeno que acontece com o p2p. São também blocos de software.
Pois é natural, a lei é a mesma.Aplica-se os mesmos princípios.
Felizmente, graças as teorias dos direitos de autor, a INCM, imprensa nacional Casa da Moeda, reeditou o livro, após 3 ou 4 anos de preparação da edição. Sei disso porque falei com o coordenador da mesma.
E o livro saiu.
Depois tentei comprar o dito livro apesar dos esforços titânicos da INCM para não me o vender, com páginas internet deles indicando livrarias que já estão fechadas e nas livrarias abertas a edição do livro não estar disponível.Senão após pedido especial ao centro de stockagem.
Quando finalmente paguei 26 euros, uma quantia ridícula e absurda por um livro de 300 páginas, verifico que, graças às políticas dos direitos de autor, a referida edição do referido livro tinha a astronómica quantia de 800 exemplares do mesmo disponíveis para venda.
Porque a edição foi só de 800 exemplares.
Os autores mesmo mortos querem as suas obras como peças de coleccionismo; será isso?
Quanto a sua teorização de que “algo é manifestamente ilegal por definição, com todo o respeito pessoal mas isso são balelas.
Juridicamente e tecnicamente, se vivêssemos numa sociedade séria, o Sr Luís Ferreira metia o caso em Tribunal por difamação - acção contra o Estado português e ganhava de caras.
Como vivemos numa sociedade de relativismos morais, surgem posts como os seus, em que tudo é relativo e tudo tem dois lados argumentativos e “tudo é lógico e pragmático”.
Jargões linguísticos que apenas servem para tentar agradar a toda a gente ao mesmo tempo.
Depois e no seguimento fala em isp´s e que estes sugam os clientes.
Antes diz também que a moralidade das bravas forças da lei e da ordem é acima de toda a dúvida.
Por caso tenho um vizinho que trabalha na GNR que só usava o emule e o BTUGA. Só.
Uma moralidade para militar.Portanto gostava que me conseguisse explicar uma vez que argumenta previamente que isto é “por definição ilegal”, porque é que o Estado português não prende JÁ, os 200 mil utilizadores de sites p2p, durante 3 anos, uma vez que, se é por definição “ilegal” então os 200 mil deviam ser todos - como criminosos violentos que são - imediatamente mandados para uma prisão.
Apesar de em Portugal só existirem 12 mil lugares nas prisões para uma ocupação real de 17 mil, seria engraçado ver mais 200 mil criminosos violentos a juntarem-se aos 17 mil que já existem num sistema prisional de 12 mil.
E quanto aos ISP´s gostaria que comentasse, o facto de a ANACOM - instituição estatal que supostamente tutela os ISP´S ter autorizado a compra do ISP de nome ONI e do ISP de nome tele2 ao 3º ISP SONAE/CLIX, dessa forma, criando mais condições ainda, para que os ISP´S suguem o que podem aos clientes.
Ou seja permitindo a restrição da concorrência no mercado.
Não sei se sabe que é o governo que manda, e que comanda estas instituições não sabe?
E que pactua com estas manobras para que os ISP´S suguem mais os clientes não sabe?
Está a ver; é o mesmo governo que cria estas condições que DEPOIS gasta tempo e dinheiro e recursos humanos a ir confiscar P2P.
Portanto temos que começar a perceber e a definir o que é de facto esquizofrenia - ou seja temos que ser pragmáticos e lógicos e como cidadãos não tolerar que um governo, seja qual for a cor política do mesmo, nos faça de parvos.
Quanto ao sua afirmação que os p2p tem dados e a sua sugestão de que devem ser dados a judiciárias e afins é volto a dizer, um convite ao totalitarismo.
Ma a que propósito é que um isp deve fornecer dados a governos? Ou a forças policiais de governos?
Por casos destes?
Em seguida temos o quê?
Data mining obrigatória para todos os cidadãos a serem submetidos a ela obrigatoriamente?
Bases de dados obrigatórias para definir gostos e obrigar a gostos?
E para terminar que isto já vai longo:
Desatento ou não desatento, espanta-me bastante que a comunidade informática portuguesa apoie estas acções, vindas para mais, no caso português de um sistema político que sempre tratou mal os informáticos como profissão, que sempre hostilizou através de políticas oficiais a informática.
E quanto aos artistas, e autores, baixem os preços e verão imediatamente as vendas a subir e o acesso à cultura a aumentar.
Fico à espera que o caro Rui Sousa, seja pragmático e lógico e defenda isto à par com o fim do IVA sobre produtos culturais.
Se calhar se isto já tivesse sido feito não teríamos p2p em existência.
Caro Pedro Silva:
1. Continuo a achar que sofre de graves problemas de concentração e de domínio sobre a atenção. Já agora RC são as iniciais de Rui Costa e não Rui Sousa.
2. “Não percebo o argumento do puro oportunismo.
Portanto um utilizador p2p será hipoteticamente um puro oportunista, mas a Microsoft que faz propositadamente programas e software com defeitos,que justifiquem posteriormente “ctualizações” pagas já não saberá na mesma categoria?”
A hipótese é o Sr. que a coloca. Sim, descarregar 300 álbuns/dia é puro oportunismo não é desejo de cultura. Não faça por favor como as nossas autoridades que confunde P2P com pirataria. São duas coisas perfeitamente distintas.
3. “Quanto a sua teorização de que “algo é manifestamente ilegal por definição, com todo o respeito pessoal mas isso são balelas.
Juridicamente e tecnicamente, se vivêssemos numa sociedade séria, o Sr Luís Ferreira metia o caso em Tribunal por difamação - acção contra o Estado português e ganhava de caras.
Como vivemos numa sociedade de relativismos morais, surgem posts como os seus, em que tudo é relativo e tudo tem dois lados argumentativos e “tudo é lógico e pragmático”.”
Quando fizer citações por favor copie o texto que está de facto escrito e não aquele que resulta de devaneios criativos e que servem apenas o propósito de o ajudar na argumentação. A definição legal tem pura e simplesmente relação com a definição de direito de autor. O relativismo moral resulta do facto de pessoas como o Sr. acharem que algo está errado mas só levantarem a voz - ou a escrita - contra esse “erro” quando lhe é conveniente. Com tanto conhecimento de lei e direito estranho que não saiba que pode agir sobre a mesma.
Nem sequer vou falar do Sr. Luís Ferreira porque não o conheço nem sei exactamente qual o papel dele nesta embrulhada se é que tem efectivamente algum. A mim, muito pessoalmente, parece-me o bode expiatório escolhido para a intimidação. Talvez me possa esclarecer visto que parece ter muito mais conhecimento do assunto.
4. “E quanto aos ISP´s gostaria que comentasse, o facto de a ANACOM - instituição estatal que supostamente tutela os ISP´S ter autorizado a compra do ISP de nome ONI e do ISP de nome tele2 ao 3º ISP SONAE/CLIX, dessa forma, criando mais condições ainda, para que os ISP´S suguem o que podem aos clientes.
Ou seja permitindo a restrição da concorrência no mercado.”
Concordo em absoluto com o que escreve neste e em mais um ou dois parágrafos que se seguem. Exactamente por essa razão é que o mencionei no texto. Continuo com a impressão que o Sr. Pedro escreve em reacção agressiva sem tentar perceber exactamente ao que responde.
Quanto ao “criminosos violentos” do seu texto só lhe posso responder que é problemática a falta de capacidade de distinção que faz entre os assuntos. Não é por misturar assuntos que se ganha razão em uma argumentação.
5. “Quanto ao sua afirmação que os p2p tem dados e a sua sugestão de que devem ser dados a judiciárias e afins é volto a dizer, um convite ao totalitarismo”
Caro Pedro Silva, veja se entende de uma vez por todas. A frase refere-se à hipocrisia patente na acções dos ISP, Governos e Sociedade em geral relativamente a este assunto. NÃO é relativa aos cidadãos enquanto indivíduos. Será assim tão difícil de entender?!
6. “E quanto aos artistas, e autores, baixem os preços e verão imediatamente as vendas a subir e o acesso à cultura a aumentar.”
Nem mais. Mais um assunto em que concordo em absoluto consigo. Tem absoluta razão mas eu, pessoalmente, não falaria tanto de “artistas”. Se calhar recairia mais sobre a estrutura de venda quase institucional que se gerou em torno de um mercado como é por exemplo o da música.
Quanto ao I.V.A. Português que coloca a cultura na prateleira de “luxo”, nem vale a pena bater mais no ceguinho. Se teria acabado com a partilha ilegal de ficheiros (entenda p.f. ilegal pela lei que vigora e não pela crença e vontade pessoal de cada indivíduo) não tenho a certeza mas mais uma vez lhe peço que não misture P2P com pirataria. Volto a frisar que são duas coisas distintas.
Entenda o seguinte se estiver para aí virado. É necessário rever a lei que se aplica de forma balofa a estes casos. É necessário que se tomem como exemplo decisões tomadas em outros países - inclusivamente Europeus - que conseguiram ter a clarividência suficiente para entender que a partilha de ficheiros entre utilizadores não pode ser colocada no mesmo saco que a venda abusiva de obras protegidas. Não venha é agora dizer que todas as obras deviam ser livres e que devia ser tudo de graça e mais uma avalanche de baboseiras.
7.”Desatento ou não desatento, espanta-me bastante que a comunidade informática portuguesa apoie estas acções, vindas para mais, no caso português de um sistema político que sempre tratou mal os informáticos como profissão, que sempre hostilizou através de políticas oficiais a informática.”
A mim também me espanta mas consigo não ser “autoritário” que chegue para não respeitar as opiniões dos outros. Concorde ou não com elas.
Um abraço,
Rui Costa
Rui não podias terminar melhor o teu post! Em geral estou de acordo com tudo o que disseste, partilho da opinião que urge chegar-se a um consenso que, de certa forma, seja benéfico tanto para produtores como para consumidores de conteúdos (propriedade intelectual em linguagem cara), tanto na transferência electrónica de dados como na cópia/empréstimo de conteúdos a familiares/amigos/whatever. Enquanto isso não acontecer, “estamos mal”..
PS: É peer-to-peer e não pear-to-pear, se bem que eu também aprecie pêras hehe :p
Viva SkySkull,
Parece que alguém percebeu exactamente o que estava escrito. O que me pareceu é que o Pedro Silva tem uma posição muito semelhante à minha mas teima em achar que tudo e todos estão contra ele!
Estranha forma de estar.
Quanto às pêras tens razão
Deve ser fome!
Caro sr Rui sousa:
1
“”"A hipótese é o Sr. que a coloca. Sim, descarregar 300 álbuns/dia é puro oportunismo não é desejo de cultura. Não faça por favor como as nossas autoridades que confunde P2P com pirataria. São duas coisas perfeitamente distintas.”"”
Desculpe lá, mas quem é que faz isto acima exposto?
Quantos …
Sorry, the comment form is closed at this time.










7 Comentários