
Já são conhecidos os escolhidos da primeira fase de selecção do Startup2.0, um concurso europeu que visa a promoção e recompensa dos melhores projectos europeus web2.0, ou pelo menos é isso que eles dizem que estão a fazer. Dos projectos a concurso, foram agora escolhidos os 15 “melhores” o que resultou na seguinte lista:
- 11870 (ESP)
- 5min (ISR)
- anywr (RU / ARG)
- hipoqih (ESP)
- meneame (ESP)
- musorajanlo (HUN)
- nvivo (ESP)
- panoramio (ESP)
- properazzi (ESP)
- questionform (POR)
- sclipo (ESP)
- slideburner (SUI)
- soziety (ESP)
- trivop (FRA)
- tupalo (AUS)
Tenho obviamente que destacar o seguinte:
1. Os espanhóis dominaram o concurso. Dominaram pela quantidade e pelo número de projectos seleccionados. Estão pelo menos 78 projectos a concurso com origem no país vizinho – Espanha – e dessas 6 dúzias e meia de projectos, 8 foram escolhidos.
2. Os tugas só lançaram 7 projectos e desses 7, três são de um só autor (Destakes, Hispanocast e Lusocast construídos, e bem, pelo Carlos)
3. O questionform foi escolhido para a segunda fase salvando a honra do convento português (Madeira). Parabéns ao André Gonçalves e à Forweb pelo feito. Falaremos novamente deste assunto.
Em termos de taxa de sucesso fica o seguinte:
1. Áustria 1/1 -> 100.00%
2. Suíça 1/2 -> 50.00%
3. Israel 1/5 -> 20.00%
4. Portugal 1/7 -> 14.29%
5. Espanha 8/78 -> 10.26%
6. Hungria 1/11 -> 9.10%
7. Reino Unido 1/18 -> 5.50%
8. França 1/33 -> 3.00%
O resto da Europa parece não ter nada de “jeito” segundo o comité – espanhol – de avaliação do Startup2.0.
Mas isso não é novidade… infelizmente é apenas mais do mesmo.
O meu pensamento vai no entanto para o seguinte:
1. Porque diabo temos tanta publicidade e tanta apresentação e tantas conferências e tantas incubadoras de empresas e tantos projectos financiados e afinal de contas parimos sempre um rato, ou melhor, un ratito?
2. Porquê tanto pseudo-intelectualismo de volta de questões como o “que é a Web2.0?” para depois resultar o costume quando chega a hora da verdade? A valorização da teoria é correcta, defendo-a incondicionalmente, mas o pragmatismo e questões de ordem prática podem e devem ser discutidas SEMPRE.
3. Não será altura de abandonarmos esta mania de passar a vida a “olhar para o umbigo” e fazermos concursos de “quem é o melhor da minha rua” que servem apenas para dar protagonismo a quem patrocina os concursos e começar a tentar dar visibilidade aquilo que fazemos efectiva e concretamente?
4. Não será estranho que eu por exemplo, receba mais emails de gente de Inglaterra, EUA, França e até Itália a darem notícia de novos projectos do que aqueles que recebo de Portugal? Pode-se pensar que é apenas uma questão de quantidade. Também o é mas não o será apenas. Este blog – ou tentativa disso – tem menos de um mês e já conheci mais promotores australianos do que portugueses e brasileiros!! Eu escrevo em Português o que torna tudo ainda mais estranho.
Não será altura de parar e pensar?
Bons concursos!








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