Escrito a December 12th, 2008 às 5:00 pm por RC

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Gustavo Pimenta no "Portugal 2.0 no ano de 2008" (parte VIII)

O Gustavo Pimenta é, segundo ele próprio, “… a user experience designer focused on making the Web a better place”. É igualmente um dos fundadores da Enough Pepper, Lda., uma das mais interessantes startups nacionais no contexto do web-empreendedorismo (mas não só).

Como tantos outros não deixou o seu “day job” e é por isso User Experience Designer no IST (GAEL). No passado mais recente conta ainda com uma passagem pelo Millennium BCP entre 2000 e 2003.

Os dois projectos a que presentemente dedica mais atenção são o Survs, uma excepcional ferramenta de criação de inquéritos online (em private beta) e o xSort, uma aplicação para Mac OS X. O Gustavo teve a amabilidade de responder a algumas perguntas que lhe coloquei e que poderá ficar a conhecer a seguir.

Apesar do estilo bem mais lacónico do que os restantes convidados, está lá tudo!

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P: O Survs será uma aposta em algo que “pague todas as contas”? O objectivo será dedicares-te exclusivamente a esse projecto?

R: A ideia é que o Survs seja um projecto que sustente uma pequena empresa e que viabilize o investimento noutros projectos.

P: Achas mesmo que é possível viver única e exclusivamente de um projecto web (ou de uma startup) em Portugal ou isso ainda não é possível?

R: Claro que sim, até porque um projecto web não tem de ter um alcance exclusivamente nacional.

P: Consideras-te um empreendedor?

Não gosto da palavra empreendedor. Há demasiadas pessoas que se assumem como empreendedores e não empreendem nada…

P: Que fibra é necessária para se ser empreendedor em Portugal? ou Que diabo é isso de ser “empreendedor”?

R: Se me estás a perguntar o que é necessário para pôr projectos em prática com poucos recursos económicos, eu apontaria para três características: paixão pelo que se faz, trabalho (muito) e uma boa rede de relacionamentos.

P: É um risco demasiado grande iniciar logo o trajecto pela postura de empreendedor, ou seja, achas melhor começar por trabalhar para um empresa como por exemplo o SAPO e só depois dar o salto ou é indiferente?

R: Não penso que exista um percurso certo ou errado. Quem, como eu, optar por conciliar os dois mundos tem é de estar preparado para um ritmo de trabalho alucinante, assim como para as consequências daí resultantes.

P: Que projectos, startups e/ou empreendedores acompanhas mais de perto?

R: Falando apenas dos portugueses, sem dúvida o Adegga. Para além de ser apreciador de vinhos, estou curioso com o evoluir da aplicação porque acho que o André Ribeirinho tem o perfil ideal para a dinamizar.

P: Investirias de forma confiante em alguma delas e porquê?

R: Para investir em alguma startup teria de ter um conhecimento muito aprofundado do mercado a que se destina.

P:  Há de facto razões para sermos os choramingões do costume que “não temos isto nem aquilo” ou trata-se apenas de uma questão de mentalidades? O que falta em Portugal?

R: Não me parece que falte nada. Há projectos a aparecer todos os dias e pessoas interessantes a trabalhar neles.

P: Achas que terás a mesma profissão daqui a 10 anos e estarás a viver no mesmo país?

R: Ninguém ou quase ninguém terá a mesma profissão daqui a 10 anos. Quanto ao país, gosto demasiado de Portugal para querer sair, mas nunca se sabe o dia de amanhã…

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Obrigado Gustavo

:.:.:::.

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    [...] série de entrevistas que o 2.0 Webmania está a fazer a responsáveis por projectos web nacionais, respondi a algumas perguntas feitas pelo seu editor, Rui [...]

  2. Survs - Provavelmente o melhor serviço de criação e análise de inquéritos online. Escreveu:

    [...] Survs é um produto da Enough Pepper do Gustavo Pimenta que teve oportunidade de ficar a conhecer numa das entrevistas realizadas para a série de posts “Portugal 2.0 no Ano de [...]

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