
O Gustavo Pimenta é, segundo ele próprio, “… a user experience designer focused on making the Web a better place”. É igualmente um dos fundadores da Enough Pepper, Lda., uma das mais interessantes startups nacionais no contexto do web-empreendedorismo (mas não só).
Como tantos outros não deixou o seu “day job” e é por isso User Experience Designer no IST (GAEL). No passado mais recente conta ainda com uma passagem pelo Millennium BCP entre 2000 e 2003.
Os dois projectos a que presentemente dedica mais atenção são o Survs, uma excepcional ferramenta de criação de inquéritos online (em private beta) e o xSort, uma aplicação para Mac OS X. O Gustavo teve a amabilidade de responder a algumas perguntas que lhe coloquei e que poderá ficar a conhecer a seguir.
Apesar do estilo bem mais lacónico do que os restantes convidados, está lá tudo!
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P: O Survs será uma aposta em algo que “pague todas as contas”? O objectivo será dedicares-te exclusivamente a esse projecto?
R: A ideia é que o Survs seja um projecto que sustente uma pequena empresa e que viabilize o investimento noutros projectos.
P: Achas mesmo que é possível viver única e exclusivamente de um projecto web (ou de uma startup) em Portugal ou isso ainda não é possível?
R: Claro que sim, até porque um projecto web não tem de ter um alcance exclusivamente nacional.
P: Consideras-te um empreendedor?
Não gosto da palavra empreendedor. Há demasiadas pessoas que se assumem como empreendedores e não empreendem nada…
P: Que fibra é necessária para se ser empreendedor em Portugal? ou Que diabo é isso de ser “empreendedor”?
R: Se me estás a perguntar o que é necessário para pôr projectos em prática com poucos recursos económicos, eu apontaria para três características: paixão pelo que se faz, trabalho (muito) e uma boa rede de relacionamentos.
P: É um risco demasiado grande iniciar logo o trajecto pela postura de empreendedor, ou seja, achas melhor começar por trabalhar para um empresa como por exemplo o SAPO e só depois dar o salto ou é indiferente?
R: Não penso que exista um percurso certo ou errado. Quem, como eu, optar por conciliar os dois mundos tem é de estar preparado para um ritmo de trabalho alucinante, assim como para as consequências daí resultantes.
P: Que projectos, startups e/ou empreendedores acompanhas mais de perto?
R: Falando apenas dos portugueses, sem dúvida o Adegga. Para além de ser apreciador de vinhos, estou curioso com o evoluir da aplicação porque acho que o André Ribeirinho tem o perfil ideal para a dinamizar.
P: Investirias de forma confiante em alguma delas e porquê?
R: Para investir em alguma startup teria de ter um conhecimento muito aprofundado do mercado a que se destina.
P: Há de facto razões para sermos os choramingões do costume que “não temos isto nem aquilo” ou trata-se apenas de uma questão de mentalidades? O que falta em Portugal?
R: Não me parece que falte nada. Há projectos a aparecer todos os dias e pessoas interessantes a trabalhar neles.
P: Achas que terás a mesma profissão daqui a 10 anos e estarás a viver no mesmo país?
R: Ninguém ou quase ninguém terá a mesma profissão daqui a 10 anos. Quanto ao país, gosto demasiado de Portugal para querer sair, mas nunca se sabe o dia de amanhã…
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Obrigado Gustavo
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December 14th, 2008 at 14:49
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