O Adegga, rede social dedicada ao vinho, foi lançado na semana passada e, pelo que se pode ler nos vários blogs (e um jornal nacional) que dedicaram espaço à sua divulgação, o projecto parece ter criado interesse e respeito na comunidade. Questões como o facto de, pelo menos para já, o inglês ser o idioma reinante têm mesmo que ser entendidas e aceites. Abordando a questão da forma mais pragmática quanto possível, convém frisar que o português, enquanto idioma, definitivamente não vende. E porquê as questões em torno de um idioma, quando o vinho possui uma linguagem quase tão universal como a matemática? Arriscando em apenas um idioma porque não haveria de ser aquele que domina a Internet e é falado nos mais importantes meios de divulgação? Não seria importante não fosse a decisão de o fazer assim uma escolha altamente acertada.
O período de closed/private beta foi longo é certo, mas, tal como o assunto que lhe dá a razão de existência, fica a ideia que o mosto esteve em repouso o tempo exacto para que agora de um bom vinho se trate. As uvas foram amassadas com carinho e sabedoria, os cachos são sem dúvida de primeira qualidade e, a fermentação, foi criadora de uma expectativa que a mim não desiludiu. Agora, como bom vinho que creio ser, o Adegga apurará convenientemente e não creio que lhe faltem qualidades para nunca azedar.

E por dentro? Como é aquilo?
Em duas palavras: bem pensado! Aquilo tem espaço, é arejado. Que me perdoem os autores mas nem parece uma rede social. Vulgarmente tenho dificuldade em não sentir uma espécie de claustrofobia sempre que visito redes sociais mas, neste caso particular do Adegga, fiquei surpreendido pelo aspecto amplo e pouco asfixiante da organização de conteúdos e interface.
Em termos funcionais o site faz lembrar uma mistura de comunidade fotográfica com rede social de destinos turísticos. Serve os apaixonados, serve os curiosos e serve quem pretende apenas referências.
Enquanto utilizador tem a possibilidade de adicionar vinhos ao catálogo Adegga, atribuir classificações a cada um deles, construir a sua adega e criar wishlists. Claro que as funções que mais fortemente identificam uma rede social (em termos funcionais) e que dizem respeito ao “seguir e ser seguido” estão presentes. Não são no entanto um requisito para que possa usufruir inteiramente do Adegga. A funcionalidade mais importante é mesmo a de aceder a muita informação acerca dos vinhos.

E será que virá a ser um vencedor? O mais certo seria que, sendo português, não se saísse muito bem nos seus intentos. No entanto tem virtudes importantes e parece-me ter um mapa de acções muito bem definido. A equipa já provou ser capaz de enfrentar o desafio, a comunidade respondeu bem e agora só falta mesmo convencer os “camones” que isto funciona como deve ser. É sem dúvida alguma um espaço bem conseguido, uma boa fonte de informação para utilizadores mas, não convém esquecer, é ainda uma melhor fonte para produtores e comerciantes de vinhos. Haja alguma visão no nosso comércio vinícola e não vão faltar formas de rentabilizar o Adegga.
Aos autores os meus sinceros parabéns!
Aos leitores fica que, caso desejem convites para o Adegga basta que comentem este post ou enviem um email para rui (at) 2.0.bloguite (ponto) expressando esse desejo.
Bons vinhos!

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[...] post sobre o Adegga já foi lançado no 2.0 Webmania. É preferível tentar ajudar a manter o buzz do que simplesmente fazer parte da primeira vaga. [...]
sai um convite aqui para a mesa do canto. Obrigado.
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