
Portugal está longe de ser um país produtivo no que diz respeito ao desenvolvimento de projectos da dita “Web 2.0″. Longe porque o país é pequeno. Longe porque não somos assim tantos. Longe porque são ainda menos os que se inserem nesta área.
Está longe porque de facto não existe – ainda – uma quantidade significativa de projectos. É quase indiferente o grau de popularidade e sucesso. A quantidade, neste tipo de discussão e nesta fase do ciclo é mesmo essencial.
É importante que surja mais gente nova a fazer mais e mais coisas engraçadas, práticas, úteis, inovadoras, repetidas mas necessárias, seja o que for, importante é criar e gerar movimento, ganhar momento e definir uma dinâmica.
Não há melhor brainstorming do que o fazer e ver ser feito. Surgem sempre um milhão de ideias.
Gente nova não é apenas gente mais nova, é também “gente renovada”. Não podemos ser sempre os mesmos a falar das mesmas coisas. Sempre as mesmíssimas comunicações, sempre as repetidas histórias de sucessos – muito relativos – de coisas que já não existem, criadas em realidades que já não o são. Por mais que goste de as ouvir faz-me falta ouvir histórias/estórias de insucessos tremendos, de quedas e trambolhões. Faz-me falta saber o que sempre falha, o que faltou fazer mas, e aqui a diferença, enquanto processo de aprendizagem e não enquanto forma de contrição.
É preciso falar e é preciso ouvir.
Há no entanto uma coisa que acho que não devemos esquecer. Há algo muito importante nas tais histórias de feitos passados do qual não nos podemos esquecer: a coragem (ou falta de consciência) de quem foi protagonista nesses filmes.
Hoje passamos o tempo a falar de capitais. São de risco, são semente, start-up e first stage. São second stage, mezzanine, bridge e por aí em diante. São chavões, são ideias muitas vezes erradas e não são nunca, a solução para a falta de criatividade e coragem. Falar de capitais antes de falar de intenções é o mesmo que adubar um tijolo à espera de ver nascer uma parede. É preciso fazer antes de vender.
Felizmente que os tempos começam – finalmente – a explicar esta realidade ainda que da forma mais cruel. O terramoto financeiro e consequentes dificuldades económicas vêm colocar novamente as coisas em terreno plano. Estamos a voltar ao período pós-bolha e muito sinceramente, isso agrada-me.
Não estou a dizer que se devem atirar de cabeça a projectos que poderão não sair dos vossos próprios discos rígidos mas “arriscar” faz inevitavelmente parte do processo de ganhar. Às vezes parece-me que racionalizamos demais certas coisas e não se faz coisa alguma caso não exista a garantia de um retorno imediato.
Não posso falar por nenhuma destas pessoas quando fizeram isto (outra finalidade) nem de outras quando fizeram aquilo ou ainda outras quando fizeram ainda mais isto mas, estou quase certo, que garantias de retorno e break even point eram expressões que não faziam parte do dia-a-dia.
Se houve quem falhasse? Claro, muito mais do que aqueles ali atrás mas estão quase todos vivos e quase todos de boa saúde. Quase? Sim quase. Para um grau de certeza superior aconselho vivamente o não se lançarem em projectos próprios.
Hoje há mais formas de se fazer este tipo de coisas. Há formas e maneiras de fazer chegar projectos de interesse a quem se interessa por eles. Há encontros, reuniões, workshops, conferências etc. Há eventos importantíssimos como o Codebits. Há o SAPO Campus e estou certo, há muito mais por esse país fora. Não têm que abandonar licenciaturas e mestrados para dar seguimento aos projectos.
Não esquecer contudo: a inovação são as pessoas e não as tecnologias, eventos ou capitais.
:.::.
-
Subscrever via
Siga-nos no
O 2.0 Webmania no 


October 27th, 2008 at 16:44
Portugal 2.0 no ano de 2008 (parte 1) – 2.0 WEBMANIA…
A primeira parte de uma visão pessoal acerca da Web 2.0 e do empreendedorismo tecnológico em Portugal….
PLG (http://www.pligg.com)
October 27th, 2008 at 16:46
Portugal 2.0 no ano de 2008 (parte 1) – 2.0 WEBMANIA…
A primeira parte de uma visão pessoal acerca da Web 2.0 e do empreendedorismo tecnológico em Portugal….
PLG (http://www.pligg.com)
October 27th, 2008 at 16:48
Portugal 2.0 no ano de 2008 (parte 1) – 2.0 WEBMANIA…
A primeira parte de uma viso pessoal acerca da Web 2.0 e do empreendedorismo tecnolgico em Portugal….
MNM (http://domelhor.net)
October 27th, 2008 at 16:49
Portugal 2.0 no ano de 2008 (parte 1)…
A primeira parte de uma visão pessoal acerca da Web 2.0 e do empreendedorismo tecnológico em Portugal….
diHITT Bot (http://dihitt.com.br)
October 28th, 2008 at 23:45
Portugal 2.0 no ano de 2008 (parte 1)…
Portugal está longe de ser um país produtivo no que diz respeito ao desenvolvimento de projectos da dita “Web 2.0″. Longe porque o país é pequeno. Longe porque não somos assim tantos. Longe porque são ainda menos os que se inserem nesta área…
PLG (http://www.pligg.com)
November 17th, 2008 at 15:38
[...] prejuízo do colocado na primeira parte deste post (publicado a 27/10) a deliciosa verdade é que Portugal está mesmo [...]
Incutio XML-RPC -- WordPress/2.6.3
December 9th, 2008 at 17:00
[...] de um terceiro post que colocasse praticamente um ponto final nesta série que teve início a 27 de Outubro e continuidade a 17 de Novembro com o “Portugal 2.0 no ano de 2008 ou Ainda o [...]
Incutio XML-RPC -- WordPress/2.6.3